respire

respire

sábado, 1 de janeiro de 2011

Estrela Vênus

Estrela Vênus
Luciano Palm
Enquanto Vênus paira sobre minha cabeça
nesta manhã translúcida de tão limpa,
faço planos de um futuro melhor,
num solo tão incerto quanto o de qualquer mortal.
Pois,
a Terra nada mais é do que a mesa de jogos dos deuses.
E os homens,
meras peças deste imenso jogo,
que apenas sob o efeito narcótico
de sua inocente presunção,
acreditam serem livres e autônomos,
ignorando serem marionetes nesta
sarcástica, confusa, divina e louca jogatina.
Peças descartáveis,
que entram e saem do jogo
com a mesma facilidade
com que uma criança
que brinca com seu brinquedo
e logo após o atira num canto esquecido da sala.
Ahhh Vênus... sua estrela vadia,
que parada aí impávida
parece debochar
de minhas humanas angústias;
tu, o Sol, a Lua, as Estrelas
e todos os Astros
são apenas marcos desse imenso tabuleiro
em que se desenrola o jogo da vida.
Com seus amores e seus desamores,
suas alegrias e tristezas,
seus júbilos e pesares,
com seus sabores e dessabores.
Ninguém pediu ou escolheu
nascer neste ou noutro período,
nesta ou noutra família,
nesta ou noutra pátria,
com estes ou outros traços.
Contudo,
brancos ou negros,
pardos ou amarelos,
devem todos amar o próprio destino
e criar sobre a própria sorte
a mais bela e fantástica história.
Porque ao final...
tudo não passa de imaginação e sonho,
a fantasia é a regra.
Então, 
medita-ação,
com-pensa-ação,
cria-ação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário